terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Dia Mundial das Zonas Húmidas

Dia Mundial das Zonas Húmidas - Florestas, a água e as Zonas Húmidas.

No dia 2 de Fevereiro de 2011, Equuspolis, na Golegã, o ICNB / DGAC ZH - Reserva Natural do Paul do Boquilobo (RNPB), com o apoio da CM da Golegã, comemora o Dia Mundial das Zonas Húmidas, que, em 2011, tem como tema “Florestas, a água e as Zonas Húmidas”.

A sessão de abertura tem início às 10:15 h, seguida de duas comunicações e às 11h45 será inaugurado o espaço da RNPB no Equuspolis.
Faça o download do
programa aqui.

O dia 2 de Fevereiro foi designado Dia Mundial das Zonas Húmidas pelo Comité Permanente da Convenção de Ramsar, em comemoração da assinatura da Convenção sobre Zonas Húmidas em Ramsar, Irão, a 2 de Fevereiro de 1971, pelo que, este ano se celebra o seu 40º aniversário. Este dia tem vindo a ser comemorado, anualmente, desde 1996 em diversos países inscritos na Convenção e, em Portugal, desde 1998.
Fonte: ICNB

domingo, 23 de janeiro de 2011

Floresta Laurissilva da Madeira, Património Mundial Natural da UNESCO


A floresta Laurissilva remonta ao Período Terciário da Terra, e nas últimas glaciações viu a sua existência reduzida à área geográfica da Macaronésia, ou seja Madeira, Açores, Canárias e Cabo Verde.
Compõe-se de árvores como o til (Ocotea foetens), o loureiro (Laurus novo canariensis), o vinhático (Persea indica), o folhado (Clethra arbórea) e o pau branco (Picconia excelsa), bem como de musgos e muitos outros arbustos como as urzes (Erica scoparia ssp maderensis e Erica aborea), a uveira da serra (Vaccinium padifolium) e o azevinho (Ilex perado ssp perado). Entre as plantas herbáceas há a destacar as leitugas (Sonchus pinnatus), o piorno (Genista tenera), o goivo da serra (Erysimum bicolor), a ameixieira de espinho (Berberis maderensis) e a raríssima orquídea da serra (Dactylorhiza foliosa), única no Mundo.
Ao nível da avifauna destacam-se raras espécies como o pombo trocaz (Columba trocaz), espécie endémica exclusiva da Ilha da Madeira, a freira da Madeira (Pterodroma madeira), o francelho (Falco tinnunculus canariensis), o tentilhão (Fringila coelebs maderensis) e o bisbis (Regulus ignicapillus maderensis).
Sendo considerada uma relíquia viva, a quase totalidade da sua área de ocorrência está incluída no Parque Natural da Madeira com o estatuto máximo de Reserva Integral.
Pode ver o original na página oficial da UNESCO.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Boas novas para o salmão, a lontra e a faia


A flora e a fauna da Europa estão mais bem protegidas do que nunca na história da União Europeia. A Natura 2000 – rede europeia de zonas naturais protegidas – foi ampliada em quase 27 000 quilómetros quadrados, com o impressionante acréscimo de mais de 17 500 quilómetros quadrados de zonas marinhas, o que melhora a protecção de muitas espécies em perigo. A Natura 2000 abrange actualmente quase 18% da massa terrestre e mais de 130 000 km² dos mares da UE. Os principais países envolvidos nesta última expansão são a República Checa, a Dinamarca, a França, a Espanha e a Polónia. A Natura 2000 é a arma basilar na batalha da Europa para travar a perda de biodiversidade e salvaguardar serviços ecossistémicos.

«Protegendo a natureza, protegemo-nos a nós próprios», declarou Janez Potočnik, Comissário Europeu do Ambiente. «A Natura 2000 é como um seguro de vida, salvaguardando a resiliência da natureza e garantindo-nos um relacionamento sustentável com o mundo natural de que dependemos. É-me particularmente grato testemunhar esta protecção acrescida de 17 500 km² dos nossos mares.»

O que é a Natura 2000?

A Natura 2000 é uma vasta rede de zonas de conservação da natureza criada para garantir a sobrevivência das espécies e habitats mais valiosos e ameaçados da Europa. Esta última expansão acrescenta 739 sítios, com uma área de quase 27 000 quilómetros quadrados, aos cerca de 26 000 que a rede compreende. Os sítios marinhos, com uma área superior a 17 500 km² e localizados sobretudo em França, Dinamarca e Espanha, constituem mais de metade do acréscimo.

Entre os novos sítios marinhos incluídos na região atlântica, figura uma faixa de 680 km² no estuário do Loire que alberga importantes recifes e bancos de areia de águas frias, viveiro de peixes juvenis e escala vital nas longas migrações de espécies como o salmão-atlântico (Salmo salar) e o sável (Alosa alosa). Também a Dinamarca acrescentou sítios marinhos de grandes dimensões, como o Sydlige Nordsø, designado para a conservação da toninha-comum (Phocoena phocoena). O novo contributo da Espanha para a rede de sítios marinhos é El Cachucho, um extenso baixio e monte submarino localizado no Mar Cantábrico, ao largo da sua costa norte, que alberga uma excepcional diversidade de vida marinha, incluindo várias esponjas gigantes recentemente descobertas.

A expansão reforçará igualmente a protecção de uma série de valiosos habitats terrestres, desde faiais de montanha e prados floridos na República Checa até vastos lagos e zonas húmidas na Polónia. Estes habitats constituem um refúgio vital para muitas das espécies mais raras e ameaçadas da Europa, como a lontra (Lutra lutra), o cágado-de-carapaça-estriada (Emys orbicularis) e a borboleta da espécie Maculinea teleius.

A filosofia subjacente à rede é que o homem deve colaborar com a natureza. Actividades como a agricultura, o turismo, a exploração florestal e o lazer podem prosseguir no interior da rede, desde que sejam sustentáveis e em harmonia com o ambiente natural.

Os Estados-Membros escolhem os seus sítios Natura 2000 em parceria com a Comissão, que, uma vez seleccionados, os reconhece formalmente como «sítios de importância comunitária», como hoje aconteceu. Este processo confirma o estatuto formal dos sítios e cimenta as obrigações relativas à sua protecção. Os Estados-Membros têm então seis anos para instituir as medidas de gestão necessárias.

A gama de zonas protegidas é vasta, desde prados até complexos de grutas e lagunas. As nove regiões biogeográficas da rede traduzem a riqueza da biodiversidade na UE.

Porque é importante?

A biodiversidade – o recurso limitado que é a variedade da vida na Terra – encontra-se em crise. Desaparecem espécies a um ritmo sem precedentes, em resultado da actividade humana, com consequências irreversíveis para o nosso futuro. A União Europeia está a combater este fenómeno e recentemente estabeleceu um novo objectivo: travar a perda de biodiversidade na Europa até 2020, protegendo serviços ecossistémicos como a polinização (e reconstituindo-os onde eles se encontrem degradados), bem como intensificando o seu contributo para a prevenção da perda de biodiversidade à escala mundial. A Natura 2000 é um instrumento fundamental para lograrmos este objectivo.

O que mais contêm os novos acréscimos?

A última actualização envolve quinze Estados-Membros e aumenta o número de «sítios de importância comunitária» em 739. Os acréscimos recentes abrangem seis regiões biogeográficas – alpina, atlântica, boreal, continental, mediterrânica e panónica. Incluem 459 novos sítios na Polónia, representando uma área total de 8 900 km², com vários lagos e sistemas fluviais importantes, bem como as planícies aluviais e florestas naturais que lhes estão associadas. A República Checa acrescentou 229 sítios, entre os quais zonas preciosas de faial natural e de pradaria que albergam uma grande riqueza de fauna e de flora.

Nota: Além dos novos sítios, as listas actualizadas incluem também pequenas modificações dos sítios existentes, como adaptações das respectivas zonas de localização. Em consequência, pode não ter havido alteração global no número de sítios, mas sim na área total abrangida pela rede.

Para dados circunstanciados sobre as listas completas, com as actualizações mais recentes, consulta o link:

http://circa.europa.eu/Public/irc/env/natura_2000/library?l=/candidate_importance/biogeographical&vm=detailed&sb=Title

Fonte: europa

domingo, 2 de janeiro de 2011

2011 é ano Internacional das Florestas!


Sabias que as florestas cobrem 31% de toda a área terrestre do planeta e têm responsabilidade directa na garantia da sobrevivência de 1,6 biliões de pessoas e de 80% da biodiversidade terrestre.?

Pela enorme importância que têm para o planeta, elas merecem ser mais preservadas e valorizadas e, por isso, a ONU declarou que 2011 será o Ano Internacional das Florestas, Segundo dados do Pnuma – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, as florestas representam 31% da cobertura terrestre do planeta, servindo de abrigo para 300 milhões de pessoas de todo o mundo e, ainda, garantindo, de forma directa, a sobrevivência de 1,6 biliões de seres humanos e 80% da biodiversidade terrestre.

As florestas são capazes de movimentar cerca de 327 biliões de dólares todos os anos, mas infelizmente as actividades que se baseiam no abate indiscriminado de árvores e na destruição completa das matas ainda são bastante comuns em todo o mundo.

Para sensibilizar a sociedade para a importância da preservação das florestas para a garantia da vida no planeta, a ONU – Organização das Nações Unidas declarou que 2011 será, oficialmente, o Ano Internacional das Florestas.

A ideia é promover durante os próximos 12 meses acções que incentivem a conservação e a gestão sustentável de todos os tipos de floresta do planeta, mostrando a todos que a exploração das matas sem um planeamento sustentável pode causar uma série de prejuízos para o planeta. Entre eles:

- o agravamento das mudanças climáticas;

- a perda da biodiversidade;

- o incentivo a actividades económicas ilegais, como a caça de animais de espécies protegidas;

- a ameaça à própria vida humana.

Neste ano Internacional das Florestas vamos todos contribuir, um pouquinho que seja, para a conservação das florestas (grandes ou pequenas). Elas que são os pulmões deste planeta, que é o nosso!

A divulgação desta mensagem, como forma de sensibilização, pode ser o teu primeiro passo!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Diploma da EBI/JI


Recentemente a Associação Amigos da Natureza recebeu um diploma assinado pelos alunos da EBI e do JI de Creixomil.

O texto diz:

"A Escola EBI/JI de Creixomil, passa o presente Diploma à Associação "Amigos da Natureza", em agradecimento pela colaboração e disponibilidade que sempre tem demonstrado pela nossa escola."

Foi um gesto bonito e que foi apreciado por todos os que fazem parte dos órgãos sociais. Um acto simbólico, mas que tem um inorme significado e valor para nós! Obrigado.

Da nossa parte queremos agradecer aos professores e à associação de pais não só este gesto mas, principalmente, a oportunidade que nos dão de colaborar com a escola.
É nossa vontade continuar a colaborar, não só com a escola e associação de pais, mas também com todas as demais instituições da freguesia.
Estamos, como sempre estivemos, disponíveis para colaborar com todos. Se mais não fazemos é porque não podemos ou não nos permitem que o façamos.
Há quem queira colocar uma peia nas pernas para não pudermos andar e até para forçar a nossa queda.
Vamos continuar a lutar! Este é mais um incentivo.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Ficção cientifica ou talvez não!


Japoneses planeiam ilha flutuante do futuro
(fonte: pelanatureza.pt)


Uma empresa japonesa planeia construir ilhas artificiais que serviriam de moradia à população e reduziriam em 40% as emissões de carbono. A Shimizu imagina que as mini cidades flutuantes seriam dotadas de tecnologias capazes de torná-las 100% neutras em resíduos.

O The Green Float é um conceito que envolve várias células. Cada um desses círculos teria 1 km de diâmetro, abrigando entre 10 mil e 50 mil moradores. Cada célula teria liberdade para flutuar sozinha, mas poderiam ser ligadas a outras para formar cidades maiores e até países.

No centro dessas grandes “vitórias régias” estaria o City in The Sky, um arranha céu com 1 km de altura no qual viveriam a maioria das pessoas. A torre seria cercada por pastos e florestas, permitindo a auto-suficiência em comida.

Para a construção do prédio seria usado um material super leve derivado do magnésio removido da água do mar. Cada células seria ainda dotada de um centro de reciclagem e converteria o lixo em energia.

Um sistema de lagoas de água doce cercando cada célula criaria uma diferença de pressão suficiente para evitar que as ilhas balançassem com a maré. Quanto ao perigo de tsunamis, a empresa alega que estes são um risco muito maior para quem está na costa, e não no meio do mar.

Outros sistemas de segurança incluem pára-raios nas torres e muros para conter a entrada da água.

A ideia é desenvolver a primeira célula até 2025 – e, sem dar muitos detalhes sobre as (muitas) novas tecnologias necessárias para que o The Green Float se torne realidade, a Shimizu diz estar concentrada em desenvolver os meios para tornar isso possível.

Este não é o primeiro projecto curioso proposto pela empresa. Este ano, a empresa, já propôs criar um anel de painéis solares em torno da Lua, a fim de captar energia e enviar de volta à Terra.

São, sem dúvida, projectos muito futuristas, mas acabam sempre por trazer grandes avanços nas tecnologias. Além do mais, tudo que seja reduzir a pegada ecológica, é sempre positivo.
Esperemos para ver.


quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Biodiversidade, um valor com futuro

Neste que é o ano internacional da Biodiversidade, o grupo Portucel Soporcel vai realizar, já no proximo dia 5 de Novembro, um seminário internacional subordinado ao tema "Biodiversidade, um valor com futuro", que conta com diversos oradores, nacionais e internacionais, "de peso".

O seminário irá ter lugar no Hotel Ritz em Lisboa, mas pode ser acompanhado em directo na página oficial do evento.


Tendo em conta que "a conservação da Biodiversidade depende de cada um de nós, nas várias facetas da nossa vida", aconselho a quem puder seguir on-line este evento, que o faça!


Fica aqui o link da página oficial.

Depois é só ir ao separador "Seminário em directo".